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sexta-feira, 11 de abril de 2008

''Governistas querem intimidar os adversários'', afirma o líder do bloco Ricardo Murad

10/04/2008 - 20h12
AL/MA meio norte-pi



A agressão perpetrada por um delegado e vários agentes contra o ex-senador maranhense Francisco Escórcio (PMDB), no Rio Poty Hotel, na última quarta (9), depois de um entrevero com o jornalista Lourival Bogéa, editor do “Jornal Pequeno”, foi denunciada nesta quinta-feira (10) na Assembléia Legislativa pelos deputados do Bloco Parlamentar de Oposição (BPO), como um ato covarde de desrespeito aos direitos humanos e a abuso de autoridade.

Para Ricardo Murad (PMDB), líder do bloco, a agressão a Chiquinho Escórcio foi um ato político e que precisa ser apurado com todo rigor. “O governador Jackson Lago tem a obrigação de vir a público e se manifestar sobre o caso, mandando apurar tudo para que não pairem dúvidas sobre a sua responsabilidade neste caso”, disse Murad.

Veemente, o líder oposicionista disse que é inaceitável que autoridades usem o aparelho policial como polícia política, ao sabor de seus interesses partidários. O incidente aconteceu no Rio Poty Hotel, quando Lourival Bogéa, que é réu em duas ações movidas por Chiquinho Escórcio por calúnia e difamação, se encontrava com o secretário-chefe da Casa Civil, Aderson Lago e se dirigiu ao ex-senador com deboches e pilhérias. A atitude grosseira de Bogéa foi rechaçada de forma dura pelo ex-senador. Houve uma discussão e, em seguida, Chiquinho se dirigiu a seu apartamento, onde se hospeda em São Luís.

Ricardo Murad denunciou que a agressão a Chiquinho Escórcio foi uma agressão arquitetada por Aderson Lago, Lourival Bogéa e com a aquiescência da secretaria de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal. Ele relatou que os agentes da polícia civil, sob o comando do delegado Rodson Almeida agiram de forma truculenta e criminosa. “Eles foram ao apartamento de Chiquinho e o arrastaram pelos corredores e o jogaram no chão no hall do hotel, aplicando pontapés nele e o levando, sob a mira de revólveres, para dentro de uma Paraty descaracterizada e sem placas”, disse Ricardo, que revelou, também, que populares disseram a ele que o referido veículo é usado para desova de vítimas da polícia.

REPERCUSSÃO NA MÍDIA
O líder do BPO leu, da tribuna da AL, notícias dos veículos de comunicação relatando a agressão ao ex-senador. Na oportunidade, Ricardo Murad revelou que o delegado Rodson Almeida disse que estava cumprindo ordem superior e que seu chefe agüentava a barra. Ricardo disse, também, que o delegado que efetuou a prisão de Chiquinho Escórcio é useiro e vezeiro na prática de atos de violência. “Esse delegado já foi condenado por abuso de poder no Pará e teve contra si ordem de prisão expedida no ano 2000”, assinalou.

Murad disse que o ato covarde praticado contra o ex-senador não pode ser tolerado pelo governador sob pena de configurar seu apoio à ação de seus comandados. Ele disse que vai esperar a manifestação do governo sobre o incidente.

Para Ricardo, o incidente tem um componente político que precisa ser esclarecido, mas seria grave da mesma forma se fosse perpetrado contra qualquer cidadão anônimo do Maranhão. A polícia não pode ser política lembrou

"VELHO ESCROTO"
Trechos de um artigo sob o título “Velho Escroto”, publicado na edição de ontem do jornal de Lourival Bogéa e assinado pelo ex-juiz Edson Vidigal, foi lido por Ricardo Murad na tribuna. O artigo, claramente dirigido ao governador, é ofensivo ao chefe de estado e mostra o baixo nível que norteia as atuais relações dos aliados de Jackson Lago no consócio de partidos que foi financiado por José Reinaldo.

Ricardo lembrou que a decisão de invadir o hotel e arrastar o ex-senador se configura abuso de autoridade e, na sua opinião, não foi um ato isolado, mas, sim, uma decisão colegiada, que partiu de Aderson Lago, com a ajuda de Bogéa e teve o apoio de Eurídice Vidigal. Aderson pode ter mobilizado a polícia. “Ele deve ter ligado para Eurídice ou para o delegado Jefferson para dar a ordem para o delegado Rodson formar um comboio, usar um carro sem placas, invadir o hotel com homens armados e prender um cidadão. Um delegado, mesmo já tendo sido condenado por abuso de autoridade, não tem essa liberdade. Isso foi uma ação comandada por Aderson e Eurídice com o objetivo de intimidar Chiquinho Escórcio. Que força tem o Lourival Bogéa para mobilizar a Polícia Civil?”, questionou.

“Se Lourival tiver poder para mobilizar a polícia contra seus inimigos é melhor Jackson ir embora. Não houve sequer agressão ao jornalista, conforme ele mesmo disse na delegacia”, disparou o líder do BPO.

Ricardo disse que Lourival é conhecido por ofender e atacar a honra alheia, mas que ele não foi agredido por Chiquinho Escórcio. “Pelo tanto que ele fala mal dos outros era para ter apanhado muito”, ironizou.

Murad lembrou que essa situação decorre do medo que os membros da Frente da Libertação têm de uma aproximação do governador com seu grupo. “Essa suposta aproximação do governador é coisa da cabeça de vocês do governo. Se Jackson quiser aproximação, terá que ser transparente e dizer isso publicamente. E terá nosso apoio institucional. Somos adversários do governo dele. Não somos adversários do Maranhão”, advertiu.

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