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terça-feira, 19 de maio de 2009

TRE mantém 3ª eleição em Centro Novo do MA e cassa presidente da Câmara de Vereadores do Paço

O TRE confirmou na noite desta terça-feira a realização de uma terceira eleição no município de Centro do Novo do Maranhão. A decisão estava suspensa por conta de uma liminar do ministro do TSE Arnaldo Versiani. Vencedor da eleição suplementar realizada em 1º de março, o pedetista Arnóbio Rodrigues (PDT) teve o registro cassado por ter contas rejeitadas pelo TCE quando foi presidente da Câmara de Vereadores da cidade.

Ele venceu pleito de março com 53,36% contra 46,64% obtidos por Pedro Teixeira (PMDB). A decisão cassando seu registro gerou protestos na cidade. Na ocasião, partidários seus incendiaram os prédios da Câmara de Vereadores e da prefeitura. O então prefeito Domício Gonçalves (PRB), preso na Operação Rapina, havia vencido a eleição em outubro, mas acabou tendo o registro cassado (reveja toda essa confusão aqui). A Corte Eleitoral vai comunicar a decisão ao ministro e só então marcará a data da nova eleição, prevista anteriormente para o próximo dia 24.

Paço do Lumiar

O TRE também decidiu, por unanimidade, confimar decisão da juíza eleitoral de Paço do Lumiar, Jacqueline Reis Caracas, que cassou o mandato do presidente da Câmara de Vereadores de Paço do Lumiar, Alderico Campos (DEM). O democrata foi acusado de pagar R$ 20 para que pessoas votassem nele usando títulos eleitorais de outras. O irmão caçula dele, Flávio Campos, foi preso pela Polícia Federal no dia da votação com um crachá do TRE e título de outro eleitor tentando votar.

Em sua defesa, alegou ter encontrado o documento no chão. Disse ainda que não iria votar no irmão. Alderico Campos, no entanto, só deixa o mandato após o julgamento de recurso que apresentará à Corte Eleitoral. Se o tribunal confirmar a decisão de hoje, quem assume é a primeira suplente Graça Privado (DEM).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gastão expõe a crise financeira do Maranhão deixada pelo governador cassado Jackson Lago

gastaocamara.jpgAo ser empossado hoje, no cargo de secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Gastão Vieira conclamou toda a equipe de governo para enfrentar e superar obstáculos como a crise econômica internacional e a grave situação financeira do Estado originada “pela falta de compromisso do governo anterior, que sem responsabilidade fiscal, gastou a reserva financeira e grande parte do orçamento para 2009 do Estado”.

“Nós somos maior do que qualquer crise. Vamos superá-la e preparar o Maranhão para um futuro promissor”, afirmou o secretário. “Se não acreditasse que vamos reverter esse quadro jamais teria aceitado o cargo”, disse ao fazer um relato da situação financeira do Maranhão. Em janeiro de 2008, o estado possuía em caixa R$ 1, 050 bilhões. Hoje, são apenas R$ 314 milhões.

Foram liberados através de convênios, em 2007, R$ 186,49 milhões; em 2008, R$ 435,86 milhões e, em 2009, R$ 476,80 milhões, totalizando recursos de mais R$ 1 bilhão. Somente de janeiro a abril deste ano, foram liberados R$ 476 milhões. “Esses números constatam que uma verdadeira sangria foi efetuada para inviabilizar o Governo Roseana Sarney.

Somente de janeiro a abril de 2009, foram mais de R$ 100 milhões repassados para instituições privadas e estatais. Em 2007, foram R$ 116,97 milhões e em 2008 R$ 165,75 milhões”, contabiliza Gastão Vieira.

Para o secretário de Planejamento, o “municipalismo” apregoado pela administração anterior só funcionou no final de governo, pois o repasse para as prefeituras no ano inteiro de 2007 foi de R$ 186,49 milhões e, em apenas quatro meses de 2009, esse montante subiu R$ 476,80 milhões, o que representa um acréscimo de R$ 300 milhões. “Não houve critérios. Esses números estão sendo revelados para que a população tome conhecimento do que foi feito. Isto não é um ato político e sim de transparência administrativa”, enfatizou.

O secretário também constatou uma significativa evolução nas despesas de pessoal (folha de pagamento de servidores) e nos encargos. A folha de pagamento de janeiro deste ano que era de R$ 143,03 milhões subiu para R$ 200,49 milhões, em abril, e a previsão para este mês é de R$ 239,37 milhões. “Vamos pagar todo esse acréscimo para o funcionalismo em dias, a metade do décimo terceiro em junho e a outra metade em dezembro, antes do Natal”, assegurou.

Segundo Gastão Vieira, apesar da crise econômica internacional e seus visíveis reflexos para o Maranhão com a queda do repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) em 4,17% e do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 9,44%, “o governo anterior gastava mal e de forma irresponsável, além de elevar a folha de pagamento e os gastos com encargos de forma substancial”, afirmou.

O ICMS caiu de R$ 860,467 milhões para R$ 779,271 milhões e o FPE de R$ 1.130 bilhões para 1.083 bilhões. De acordo com denuncia de Gastão Vieira, as suplementações orçamentárias das secretarias de Estado de Infraestrutura e de Esporte foram bem maiores que os recursos assegurados para esses órgãos no Orçamento do Estado de 2009. “A Infraestrutura recebeu uma suplementação orçamentária de R$ 362,39 milhões quando o seu orçamento era de R$ 213,80 milhões.

Outra situação grave aconteceu na Secretaria de Esporte que teve uma suplementação maior do dobro de orçamento previsto. A suplementação foi mais de R$ 24 milhões quando o orçamento era de R$ 10,5 milhões”, contabiliza Gastão Vieira ao enfatizar que o governo que hoje tem hoje disponíveis recursos de R$ 87 milhões para infraestrutura e de R$ 9 milhões para a Secretaria de Esportes.

No Departamento Estadual de Infraestrutura e Transporte, de um total de R$ 59,96 milhões (orçamento de R$ 37 milhões mais suplementação de R$ 59 milhões), restam apenas em caixa R$ 3,68 milhões.

Com informações da Secom

Gastão expõe a crise financeira do Maranhão deixada pelo governador cassado Jackson Lago

gastao-posse.JPGAo ser empossado nesta segunda-feira (18) no cargo de secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, o deputado federal Gastão Vieira (PMDB), conclamou toda a equipe de governo para enfrentar e superar obstáculos como a crise econômica internacional e a grave situação financeira do Estado originada “pela falta de compromisso do governo anterior, que sem responsabilidade fiscal, gastou a reserva financeira e grande parte do orçamento para 2009 do Estado”.

“Nós somos maior do que qualquer crise. Vamos superá-la e preparar o Maranhão para um futuro promissor”, afirmou o secretário. “Se não acreditasse que vamos reverter esse quadro jamais teria aceitado o cargo”, disse ao fazer um relato da situação financeira do Maranhão. Em janeiro de 2008, o estado possuía em caixa R$ 1, 050 bilhões. Hoje, são apenas R$ 314 milhões.

Foram liberados através de convênios, em 2007, R$ 186,49 milhões; em 2008, R$ 435,86 milhões e, em 2009, R$ 476,80 milhões, totalizando recursos de mais R$ 1 bilhão. Somente de janeiro a abril deste ano, foram liberados R$ 476 milhões. “Esses números constatam que uma verdadeira sangria foi efetuada para inviabilizar o Governo Roseana Sarney. Somente de janeiro a abril de 2009, foram mais de R$ 100 milhões repassados para instituições privadas e estatais. Em 2007, foram R$ 116,97 milhões e em 2008 R$ 165,75 milhões”, contabiliza Gastão Vieira.

Para o secretário de Planejamento, o “municipalismo” apregoado pela administração anterior só funcionou no final de governo, pois o repasse para as prefeituras no ano inteiro de 2007 foi de R$ 186,49 milhões e, em apenas quatro meses de 2009, esse montante subiu R$ 476,80 milhões, o que representa um acréscimo de R$ 300 milhões. “Não houve critérios. Esses números estão sendo revelados para que a população tome conhecimento do que foi feito. Isto não é um ato político e sim de transparência administrativa”, enfatizou.

O secretário também constatou uma significativa evolução nas despesas de pessoal (folha de pagamento de servidores) e nos encargos. A folha de pagamento de janeiro deste ano que era de R$ 143,03 milhões subiu para R$ 200,49 milhões, em abril, e a previsão para este mês é de R$ 239,37 milhões. “Vamos pagar todo esse acréscimo para o funcionalismo em dias, a metade do décimo terceiro em junho e a outra metade em dezembro, antes do Natal”, assegurou.

Segundo Gastão Vieira, apesar da crise econômica internacional e seus visíveis reflexos para o Maranhão com a queda do repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) em 4,17% e do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 9,44%, “o governo anterior gastava mal e de forma irresponsável, além de elevar a folha de pagamento e os gastos com encargos de forma substancial”, afirmou. O ICMS caiu de R$ 860,467 milhões para R$ 779,271 milhões e o FPE de R$ 1,130 bilhões para 1,083 bilhões.

De acordo com denuncia de Gastão Vieira, as suplementações orçamentárias das secretarias de Estado de Infraestrutura e de Esporte foram bem maiores que os recursos assegurados para esses órgãos no Orçamento do Estado de 2009. “A Infraestrutura recebeu uma suplementação orçamentária de R$ 362,39 milhões quando o seu orçamento era de R$ 213,80 milhões.

Outra situação grave aconteceu na Secretaria de Esporte que teve uma suplementação maior do dobro de orçamento previsto. A suplementação foi mais de R$ 24 milhões quando o orçamento era de R$ 10,5 milhões”, contabiliza Gastão Vieira ao enfatizar que o governo que hoje tem hoje disponíveis recursos de R$ 87 milhões para infraestrutura e de R$ 9 milhões para a Secretaria de Esportes.

No Departamento Estadual de Infraestrutura e Transporte, de um total de R$ 59,96 milhões (orçamento de R$ 37 milhões mais suplementação de R$ 59 milhões), restam apenas em caixa R$ 3,68 milhões. Leia mais aqui.

domingo, 17 de maio de 2009

ISTOÉ: “Jackson Lago gastou R$ 1 bilhão antes de sair, mas não há uma obra no estado”, diz Roseana

* Governadora do Maranhão afirma ter orgulho do pai, mas politicamente caminha com próprios pés
* Garante que deixa o comando do estado entre os dias 20 e 30 deste mês para fazer cirurgia em SP
* Problema de saúde não prejudica pré-campanha de Dilma. Maior desafio dela será fechar alianças

Por Sérgio Pardellas (ISTOÉ)

roseana-istoe1.jpgSerá a 21ª cirurgia em 36 anos. No fim do mês, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), 55 anos, enfrentará mais uma vez o bisturi para a retirada de um aneurisma cerebral, em um hospital de São Paulo. Ela espera retornar ao trabalho em 30 dias. Em sua carreira, a convivência com problemas de saúde tornou-se parte da rotina. “Sempre enfrentei a doença e a política”, diz. Tão logo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, divulgou que irá se submeter ao tratamento de câncer, Roseana teve uma longa conversa com ela. “Dei força. Disse que enfrentasse com determinação.” Na avaliação da governadora, o problema de saúde não será obstáculo para o projeto político da ministra. “Tive vários problemas, um deles, inclusive, na época da eleição de 1998. Problema de saúde não prejudica candidatura. Acredito que o povo brasileiro está muito amadurecido em relação a isso.” Segundo a filha de um dos mais importantes nomes do PMDB, Dilma é uma pré-candidata à Presidência da República e o mais importante é ela se viabilizar, ou seja, costurar as alianças políticas.

Nesta entrevista à ISTOÉ, a governadora, que tomou posse depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o ex-governador Jackson Lago (PDT), rebate as críticas feitas à sua família, acusada pela imprensa internacional de ser uma oligarquia. Roseana diz também como pretende resolver as mazelas do Estado - o penúltimo no Índice de Desenvolvimento Humano (perde apenas para Alagoas). Sete anos após deixar o Palácio dos Leões, Roseana assumiu um Maranhão em calamidade pública. Devido às fortes chuvas há quase um mês, 64 municípios decretaram estado de emergência, entre os quais a capital, São Luís. Há cidades inteiras, como Trizidela do Vale, debaixo d’água. O total de pessoas afetadas já chega a 168 mil. E os desabrigados somam 50 mil. “Terei que reconstruir o Maranhão”, afirma.

ISTOÉ - A sra. deixou claro, logo que assumiu o governo do Maranhão, que quer se dissociar da imagem do seu pai, o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP). Por quê?
Roseana Sarney
- Tenho muito orgulho de ser filha de José Sarney, acho que o nome dele me ajudou bastante, a experiência também contribuiu muito, mas eu caminho com meus próprios pés e sempre foi assim. Isso que eu quis dizer. Sempre tive minhas posições independentemente de meu pai, e vai continuar sendo assim. O que acontece é que inventam coisas sobre a nossa família, falam em oligarquia, só que eu passei sete anos fora do governo. Foram seis anos de oposição. Agora, do jeito que falam, estou governando pelos outros. Demais, não acha?

ISTOÉ - Mas não é verdade que a família Sarney está há cinco décadas no poder? A revista britânica The Economist falou em semifeudalismo, depois de destacar o fato de o Maranhão ser um dos líderes do ranking brasileiro de subdesenvolvimento.
Roseana
- Nunca me beneficiei dessa suposta oligarquia de que falam. Nem quando fui eleita ao governo do Estado pela primeira vez, em 1994, nem agora. E os que estão na minha oposição hoje governaram o Estado durante pelo menos 20 dos últimos 40 anos. Respondo por mim. Só governei o Maranhão por dois períodos (1995-2002) e agora.

ISTOÉ - Por que o Maranhão tem um dos piores indicadores sociais do País?
Roseana
- Só posso responder pelo meu período. No meu período, posso provar que todos os indicadores sociais melhoraram.

ISTOÉ - A sra. está preparada para uma oposição ferrenha, já que o ex-governador (Jackson Lago), embora tenha tido o mandato cassado na Justiça, recebeu mais votos nas últimas eleições?
Roseana
- A população compreendeu bem e tenho percebido esse sentimento nas ruas. Afinal, eu que fui prejudicada, eu que perdi dois anos e quatro meses de mandato. Na seara política, estamos tentando fazer uma união pelo Maranhão. Chamando todos os partidos e os prefeitos para discutir os problemas do nosso Estado, que estão sendo vistos a olho nu. De qualquer forma, já estou acostumada com oposição. Sou política, escolhi ser política e, pelo fato de ser mulher, ser do Nordeste e filha de José Sarney, sempre fui alvo de preconceito e falácia.

roseana-istoe2.jpgISTOÉ - A sra. disse, logo após a sua posse, que encontrou problemas administrativos graves. O que apontaram as auditorias?
Roseana
- A coligação do Jackson Lago gastou R$ 1 bilhão, em convênios, para se eleger. E gastou mais R$ 1 bilhão antes de sair. Só que não há uma obra no Estado. Há seis anos, não é feito nenhum programa de obras estruturantes no Maranhão. Agora, as auditorias apontaram coisas absurdas. Todo tipo de desvio. Por exemplo, na Casa Civil foram encontradas 290 linhas telefônicas com contas acima de R$ 200 mil por mês. Carros alugados a R$ 590 por dia. Foi um desgoverno completo.

ISTOÉ - O maior desafio da sra. então, ao assumir essa espécie de mandatotampão de 20 meses de governo, é corrigir o que chamou de desgoverno?
Roseana
- Encontrei o Maranhão num estado de calamidade pública e administrativa. O maior desafio é governar com emergência nas duas áreas. Tanto administrativamente como para minorar os efeitos das enchentes. Fazer com que o Estado funcione. Hoje, o Maranhão está parado.

ISTOÉ - O que tem sido feito para minimizar as consequências das enchentes?
Roseana
- Nesta primeira etapa estamos distribuindo as cestas básicas, colocando as pessoas nos acampamentos, nas escolas, nos ginásios e abrigos. Também mandamos equipes médicas para ficar de plantão nos municípios mais atingidos. E, nesse ponto, as pessoas estão assistidas.

Trata-se de uma ação de emergência. Numa outra linha de ação, também estamos fazendo levantamento de tudo o que precisa ser reparado. São 12 mil casas, além de estradas municipais, estaduais e federais totalmente destruídas e pontes que precisam ser reconstruídas. É o que há de mais urgente. Na área da educação, estamos tentando equacionar a questão das crianças que estão sem aulas, e na de saúde atuando na prevenção para que os problemas maiores não venham no pós-enchente.

ISTOÉ - Quantas pessoas estão desabrigadas?
Roseana
- São mais de 50 mil entre desalojados e desabrigados. Mas a solidariedade tem sido muito grande também. Tem muita gente na casa de parentes. Infelizmente, o que aconteceu foi uma chuva em demasia. Esse é um período de chuvas, mas, historicamente, chove no mês de abril entre 350 e 400 milímetros. Nesse mês choveu mais de 700 milímetros. O resultado é que há municípios inteiros debaixo d’água. As lavouras, sobretudo dos pequenos produtores, foram destruídas. E ainda ficamos 14 dias desabastecidos porque a principal estrada do Estado, a que liga São Luís a Teresina, foi simplesmente abaixo. Enfim, terei que reconstruir o Maranhão.

ISTOÉ - O que o governo estadual irá fazer para que, em 2010, durante novo período de chuvas fortes, sejam reduzidos os efeitos para a população?
Roseana
- Vamos fazer um projeto para dotar o estado de infraestrutura. O presidente Lula colocou à disposição dos governadores um crédito no BNDES e vamos utilizá-lo para recuperar e melhorar nossas estradas. Em parceria com o Ministério da Integração Nacional, também vamos fazer um trabalho social que visa deslocar as pessoas, que hoje moram próximo aos leitos dos rios, para outros lugares mais seguros. Também podemos anistiar os pequenos produtores de alguns débitos que eles têm e fazer um projeto de recuperação da safra.

ISTOÉ - Está preparada para a cirurgia? Quando a sra. se licencia?
Roseana
- É sempre um desafio. Vou enfrentar novamente. Já fiz 20 cirurgias, mas nunca desanimei. Não me considero uma pessoa doente nem fraca. Pelo contrário. Por conta desses desafios me considero até muito forte. Agora, vou operar do aneurisma. Devo sair entre os dias 20 e 30 de maio para fazer a cirurgia em São Paulo e minha ideia é voltar em 30 dias.

ISTOÉ - A sra. chegou a falar com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a doença dela? Que conselhos a sra. deu para ela?
Roseana
- Dei força. Disse que ela enfrentasse com determinação. Depende de cada pessoa, mas a ministra Dilma é uma pessoa forte. Tenho rezado por ela e tenho certeza de que ela vai superar esse problema.

ISTOÉ - A sra., em algum momento, pensou em abandonar a política por causa dos seus problemas de saúde?
Roseana
- Nenhuma vez. Sempre enfrentei a doença e a política. Tive vários problemas, um deles, inclusive, na época da eleição de 1998. Passei quase 60 dias no hospital e nesse período fiz quatro cirurgias de pulmão, intestino e mama. Fiz ainda uma histerectomia completa (uma operação cirúrgica da área ginecológica que consiste na retirada do útero, ovário e das trompas). Quase morri nessa época. Mas voltei para fazer minha campanha. Mesmo com algumas restrições, voltei, fiz a campanha e ganhei no primeiro turno com 66% dos votos.

roseana-istoe3.jpgISTOÉ - A sra. conhece o tratamento ao qual a ministra Dilma vai ser submetida?
Roseana
- Nunca fiz uma sessão de quimioterapia. Passei por tratamentos diferentes e até tomei remédio quimioterápico. Mas tenho amigos que passaram pelo mesmo problema da ministra e acho que dá para enfrentar. Depende muito da cabeça de cada um. O negócio é a ministra não se entregar. Tem que ter determinação para superar. Você combate a doença de três maneiras: com os médicos, os remédios e com você mesma. Fora a fé. Tenho muita fé em Deus e entrego tudo nas mãos dele.

ISTOÉ - A sra. acha que a candidatura de Dilma à Presidência da República pode ser prejudicada pela doença?
Roseana
- Problema de saúde não prejudica candidatura. Acredito que o povo brasileiro está muito amadurecido em relação a isso e que a doença não vai prejudicar a ministra Dilma. É uma pré-candidatura. O importante é ela se viabilizar. Ela vai tentar costurar os acordos e tem o apoio do presidente Lula. Ficarei feliz se tivermos uma mulher candidata à Presidência da República.

ISTOÉ - Ainda há preconceito?
Roseana
- Não há preconceito por problemas de saúde. Podem tentar explorar politicamente, mas isso ninguém sabe ainda.

por Décio Sá , Isto É

sábado, 16 de maio de 2009

Reitores discutem as mudanças no Enem

O MEC informou que mais de 40 universidades públicas vão usar este ano a nota do Enem reformulado. No Recife, o Democratas entrou com uma ação na Justiça para tentar adiar a mudança.

Reitores de universidades federais participaram nesta quarta de um encontro no Ministério da Educação para discutir as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio.

No último ano do ensino médio, a surpresa: o governo decidiu reformular o Enem para substituir o vestibular.

“Eu me preparei a vida inteira para responder a um tipo de prova, uma prova com uma dificuldade x, e de repente vem o governo e implanta uma prova totalmente estranha”, reclama Nauhê de Azevedo.

“Nossos alunos vão para essas provas desprovidos de qualquer capacitação dada por nós. Eles vão ser avaliados por seu conhecimento residual”, disse o professor Valmir dos Santos.

No Recife, o Democratas entrou com uma ação na Justiça para tentar adiar a mudança. “Não seria justo no meio de um ano letivo, em que várias pessoas vão se submeter ao vestibular, que se mudem as regras sem que se dê de forma clara, de forma objetiva e pragmática para os alunos as novas regras a serem estabelecidas”, declarou o advogado Ramiro Becker.

O MEC informou que mais de 40 universidades públicas vão usar já este ano, de forma total ou parcial, a nota do Enem reformulado para a seleção dos alunos.

O ministro Fernando Haddad prometeu que as informações sobre o novo formato da prova serão divulgadas nesta quinta à tarde. “O conteúdo é o do ensino médio tal como ele vinha sendo dado. Não estamos reinventando, até por respeito aos alunos que estão concluindo o ensino médio no formato atual”, revelou o ministro.

Kamylla Landim também está preocupada com a nova prova, mas acredita que para o aluno dedicado ela não será um problema.

“Aquele aluno que vai se adaptar mais não é aquele que se prende apenas ao que o professor ensina, porque na escola a gente pega apenas uma base, mas o verdadeiro ensino a gente busca por fora, e não só dentro da escola”.

Jornal Nacional

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Descartado caso suspeito da ‘Influenza A’ no Maranhão

O Maranhão não está mais na lista de casos da Influenza A (H1N1) em monitoramento pelo Ministério da Saúde. O quadro clínico da paciente de 33 anos, moradora de São Luís, já sugeria uma infecção por gripe sazonal. Faltava apenas confirmação laboratorial, o que ocorreu na quinta-feira última (14).

Logo que o resultado do exame descartando a possibilidade de contaminação pela nova gripe foi divulgado pelo laboratório de referência, o Instituto Evandro Chagas, de Belém do Pará, a Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (SES) entrou em contato com o Ministério da Saúde e com os familiares da paciente.

“No relatório do Ministério da Saúde desta sexta-feira já não constava mais o nosso único caso em monitoramento. O Instituto Evandro Chagas recebeu o material na segunda (11) e três dias depois já conhecíamos o resultado. Agimos rápido e de maneira articulada, o que garantiu sucesso à ação”, disse o chefe do Centro de Investigação em Epidemiologia da SES, Genildo Cardoso.
Monitoramento

O primeiro caso em monitoramento do Maranhão foi notificado no final do mês passado. Aconteceu com um casal e duas crianças que desembarcaram em Fortaleza, vindas de Milão, na Itália, e com destino final no Maranhão. Durante o vôo, um dos filhos do casal teve um mal-estar ocasionado por vômitos. A direção da ANVISA no Ceará, por medida de precaução, comunicou o caso à Vigilância Sanitária do Maranhão.

No dia 30 de abril, em São Luís, o estado clínico do menino foi avaliado, mas ele não apresentava sintomas clássicos da Influenza A, e por isso, foi logo descartado. Três dias depois, o pai da criança entrou em contato com a SES, para informar que sua esposa, de 33 anos, apresentava sintomas de gripe.

“Continuamos em alerta nos portos e aeroportos para identificar possíveis casos da nova gripe”, destacou o secretário de estado da Saúde, Ricardo Murad. “Caso o vírus chegue ao nosso estado, estamos preparados para garantir o tratamento adequado e evitar que um número maior de pessoas seja infectado”.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

AOS LEITORES

ESTE BLOG NAO SE RESPONSABILIZA POR COMENTARIOS QUE SAO POSTADOS NESTE BLOG DEVIDO A PAGINA DE RECADOS SER UMA INDEPENDENTE, NO ENTANTO É ACONSELHAVEL AOS NOSSOS VISITANTES QUE AO COMENTAR ALGUMA NOTICIA POR FAVOR NAO DENEGRIR A IMAGEM DE QUALQUER QUE SEJA A PESSOA. VAMOS SER MAIS INTELIGENTES, NOSSA CIDADE MERECE MUITO MAIS E É COM A SUA OPINIÃO, SUGESTÃO OU RECLAMAÇÃO QUE POSSAMOS FAZER UMA CIDADE LINDA COMO PARNARAMA A ACORDAR E OLHAR PARA FRENTE E NAO PARA TRAZ COMO TEM FEITO ULTIMAMENTE.


O QUE VEJO AQUI É APENAS UM RETRATO DE COMO A EDUCAÇÃO EM NOSSA CIDADE ESTAR NO FUNDO DO POÇO, COM ESSES COMENTARIOS POBRES QUE SERVEM SO APENAS PARA DEMONSTRAR O TRABALHO MAL FEITO QUE ESTAR SENDO FEITO EM NOSSO MUNICIPIO.

NA SAUDE NAO É DIFERENTE ESTAR NUMA SITUAÇÃO PREOCUPANTE POR QUE NAO TEM MEDICOS QUALIFICADOS PARA ATENTER UMA POPULAÇÃO TAO NECESSITADA COMO É A NOSSA, AONDE MUITOS ANOS ATRAZ PARNARAMA ERA REFERENCIA NA SAUDE HOJE VIVEMOS UMA TRAGEDIA ANUNCIADA.

O DESCASO É TOTAL POR PARTE DOS ADMINISTRADORES DO MUNICIPIO QUE POR SINAL NÃO ESTAO NEM AI. ATE POR QUE O ADMINISTRADOR CHEFE ESTAR TENTANDO DE VARIAS FORMA FICAR ATE O FINAL DE SEU GOVERNO SÓ QUE A CADA DIA QUE PASSA A SUA SITUAÇÃO FICA MAIS DIFICIL E O MUNICIPIO DE PARNARAMA SE TORNA MAIS DEGRADANTE PORQUE NEM CONCURSO PODE FAZER POR CAUSA DA SUA SITUAÇÃO COM A JUSTIÇA.

OS TELEFONES NAO FUNCIONAM OU SEJA O CIDADÃO DE PARNARAMA ESTAR FORA DE COMUNICAÇÃO TOTAL COM O MUNDO, MONTARAM UMA TORRE DE CELULAR MAIS A PERGUNTA QUE NAO QUER CALAR "QUE DIA ELA IRAR FUNCIONAR?".

O FESTEJO DO BAIRRO AGROVEMA FOI MUITO FRACO, QUE PREFIRO NAO COMENTAR SOBRE O ASSUNTO.

POR PARNARAMA "NOTICIAS DE PARNARAMA E DE TODO ESTADO"

Roseana cria comissão para discutir convênios e decreta fim de discrimação aos municípios do MA

por Décio Sá

Terminou agora há pouco, no Palácio dos Leões, reunião da governadora Roseana Sarney (PMDB) com o presidente da Assembleia, Marcelo Tavares (PSB), o presidente da Famem, Raimundo Lisboa (Bacabal), deputados e cerca de 50 prefeitos, a maioria deles “balaios”. Eles foram reclamar do estorno determinado pela Justiça dos recursos repassados sem nenhum critério no apagar das luzes do governo Jackson Lago (PDT) às prefeituras.

Roseana (foto/Handson Chagas) recebeu todos em seu gabinete e jogou aberto. Disse que além do Maranhão estar enfrentando uma das maiores enchentes de sua história o governo, a exemplo dos municípios, também enfrenta graves dificuldades financeiras. A governadora afirmou que a partir dessa reunião estava decretado o fim da “discrimação” às prefeituras maranhenses implantada em 2003 pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e dada continuidade no governo Jackson.

Segundo ela, 113 cidades ficaram fora da “farra” de convênios firmados pelo pedetista após sua cassação pelo TSE. Só receberam recursos os municípios aliados politicamente ao ex-governador. Sem citar nomes, Roseana disse que Jackson e José Reinaldo humilhavam os prefeitos que não seguiam suas orientações políticas, prejudicando diretamente a população de mais da metade do Maranhão. Lembrou que no governo dela foram criados 81 municípios, prova de que era verdadeiramente municipalista.

Ao final do encontro ficou definida a criação de uma comissão formada pelo presidente da Assembleia, da Famem e o secretário Hildo Rocha (Articulação Política) para discutir os repasses caso a caso. O município que recebeu os recursos de forma correta terá sua verba liberada. O objetivo do governo é contemplar também as prefeituras não beneficiadas até então. Participaram da reunião, entre outros, os prefeitos Luizinho da Amovelar (Coroatá), Vete Botelho (Itinga) e Gildásio Ribeiro (Poção de Pedras).

Em conversa com o blog, os prefeitos se mostraram satisfeitos com o resultado da reunião. Segundo o presidente da Famem, o encontro foi positivo. “A governadora ouviu os municípios e a Assembleia Legislativa. A gente fica feliz porque ela se mostrou sensível a esse problema, além de rever a posição em relação às prefeituras não agraciadas com os convênios”, disse Lisboa. Para Juarez Lima (Icatu), aparentado de Jackson, “a reunião foi excelente porque a governadora mostrou suas dificuldades em enfrentar a crise e os municípios as suas. Foi um grande passo e quem ganhou aqui foi a democracia. Todo mundo saiu satisfeito”, assinalou.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Roseana apresenta mais de 40 prefeitos a Lula

lula-prefeitos.jpgOs prefeitos que participaram nesta terça-feira do encontro com o presidente Lula estão encantados com a governadora Roseana Sarney (PMDB). Ao final do encontro, Roseana levou cada um deles para um bate-papo rápido com o presidente. Os prefeitos aproveitaram para tirar fotos com o petista. Na foto de Biaman Prado, eles aparecem ainda no início da reunião. Assessores do governo do Maranhão organizaram uma fila indiana de mais de 40 prefeitos. Eles eram chamados um a um para falar com Lula, que durante sua visita ao Maranhão mostrou-se sempre bem humorado. Muitos prefeitos eram do PDT do cassado Jackson Lago.

Dois chamaram a atenção do presidente: os de Pedreiras e Caxias. Ao ser apresentado a Lenoilson Passos (PV), o presidente surpreendeu:

- Não é em Pedreiras que um médico tem um castelo? - questionou ele
- É lá mesmo - respondeu Lenoilson

Com Humberto Coutinho (PDT), novo questionamento:

- Não é em Caxias que tem o caso das viúvas ? - quis saber Lula. O prefeito não soube responder.

Ele se referia a fatos do final dos anos 80 quando, candidato a presidente, fez uma caravana pelo país e passou pelo Maranhão. Os prefeitos pedetistas fizeram questão de elogiar a atitude de Roseana a ela mesma e aos seus secretários. Chegaram a dizer que não acreditavam que Jackson Lago tivesse tal iniciativa.

Um dos auxiliares mais elogiados foi o secretário Hildo Rocha (Articulação Política). Ex-presidente da Famem (Federação das Asociações dos Municípios do Maranhão), ele tem participado de todas as reuniões e iniciativas do Governo do Estado no socorro aos municípios. Foi o secretário quem insistiu com Roseana para a realização do bate-papo rápido dos prefeitos com Lula. O sucesso foi total.

06/05/09
por Décio Sá

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Lula se encontra com Roseana em São Luís e depois deve sobrevoar áreas atingidas pelas chuvas no MA

carlos-borges-roseana-sarney-e-geddel.jpgO ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a governadora Roseana Sarney (PMDB) confirmaram para amanhã a visita do presidente Lula ao Maranhão. O presidente deve visitar primeiro Teresina, capital do Piauí, onde as cheias dos rios Poty e Parnaíba estão desabrigando centenas de famílias. Em seguida, por volta das 14h, deve se reunir com a governadora em São Luís e depois sobrevoará alguma região atingida pelas enchentes - ainda não está definida qual. Ele vem acompanhado do ministro Alfredo Nascimento (Transportes). A informação é da assessoria de imprensa da Presidência da República.

Em entrevista concedida no Palácio dos Leões agora à tarde, Geddel Vieira Lima disse não saber precisar com quanto em recursos federais o governo vai poder ajudar o estado. “Nossa preocupação primeira é cuidar das pessoas atingidas fornecendo remédios, abrigo e principalmente comida. Num segundo momento é que vamos ver essa questão de recursos. Isso vai depender dos projetos que chegarem ao ministério”, explicou.

O senador Edinho Lobão (PMDB) afirmou que a bancada federal maranhense apresentou ao ministro solicitação no sentido de que a Presidência da República edite uma Medida Provisória específica para atender o Maranhão em relação aos problemas provocados pelas chuvas. Hoje o governo Federal tem cerca de R$ 300 milhões para obras emergencias.

O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, o maranhense Carlos Borges (à esq. na foto de De Jesus junto da governadora e do ministro), disse que a instituição pode determinar a liberação do FGTS dos trabalhadores das cidades atingidas. Para isso, é preciso a edição de um decreto presidencial especificando toda a situação. Borges contou que no período das enchentes em Santa Catarina foram sacados R$ 1,6 bilhão do FGTS. Ele disse que o banco vai abrir uma conta para a Defesa Civil para que as pessoas possam fazer doações. Em Santa Catarina, foram arrecadados R$ 6 milhões.

Necessidades mais emergentes no Maranhão:

500 unidades de barracas de lona
30.000 cestas básicas
15.000 kits-dormitórios
20.000 redes e lençóis
15.000 kits de limpeza
10.000 filtros
216.000 remédios
O Governo do Estado vai colocar 2 médicos por dia de plantão em cada município com estado de emergência decretado.
O Maranhão tem 1.500 kms de rodovias estaduais em estado precário
Será necessária a reconstrução de 8.000 casas
O Maranhão precisa de bolsa de emergência para 20.588 famílias
O Maranhão precisa de 10. 294 kits de moradia
É necessária a recuperação da rede de serviço de saúde (postos de saúde das localidades atingidas)
É necessário saneamento básico em 38 municípios
Serão necessários 1.361 equipamentos para vigilância sanitária e ambiental
Foi solicitada anistia para os agricultores do Pronaf que tiveram produção perdida
É necessária a reparação de 500 açudes comunitários
É necessária a reposição de sementes que foram perdidas com os alagamentos
A recuperação de estradas vicinais, ainda com diagnóstico em andamento (levantamento sendo feito pelas prefeituras).

Seg, 04/05/09
por Décio Sá