Por Aline Louise
O “homem forte do governo”, responsável pelo plano lançado em junho de 2009, o pacote de 72 hospitais que seriam entregues este mês, Ricardo Murad (PMDB) é o nome mais cotado para chefiar a Assembléia Legislativa a partir do próximo ano.
Cunhado da governadora Roseana Sarney (PMDB), Ricardo presidiu a Assembléia Legislativa na década de 1980, quando José Sarney (PMDB – AP) foi presidente da República. Na década de 1990, foi um dos principais nomes da oposição e voltou ao grupo após as eleições de 2002.
Por este motivo, Ricardo inaugurou no Supremo Tribunal Federal a discussão sobre sucessão estadual e parentesco – tese aceita no Tribunal Regional Eleitoral, mas derrubada nas instâncias superiores.
No atual mandato de Roseana, Ricardo Murad atuou como secretário de Saúde do Estado. Com a promessa de continuar como parlamentar, ele é o principal nome para chefiar o Poder Legislativo a partir de 2011. O senhor teve como slogan decampanha “Mais Hospitais para o Povo”, lembrando a fase que esteve à frente da Secretaria de Saúde.
O senhor acredita que o pacote de 72 hospitais, planejados para dezembro deste ano quando o senhor comandava a pasta, será entregue na data prevista?
RM Serão. Mas entenda que no programa Saúde é Vida, as estruturas dos hospitais é apenas uma tapa.
Pensamos em um programa que atendesse universalmente dentro do estado. Primeiro dedicação primária, se não for resolvido, vai para um dos hospitais regionais e, se ainda assim não der jeito, encaminha-se o paciente para os hospitais de alta complexidade que ficarão na capital.
É esse o sistema. Mas não é tão simples somente construir. Tem de haver um diálogo com as prefeituras e com o Ministério da Saúde, pra que haja um financiamento maior do governo federal.
É por isso que torcemos tanto para que o Sérgio Cortês seja ministro da Saúde, porque ele sofre junto com a gente. Se não tem um esforço maior em nível federal, complica de ser feita qualquer coisa regionalmente.
Mas até dezembro será possível fi nalizá-los e pô-los em funcionamento?
RM Acredito que todos, não. Nunca foi dito que em um ano e meio completaríamos isso, mas lançaríamos as bases para que o próximo mandato da governadora Roseana completasse essa revolução na saúde que ela pensou em fazer.
Quando estive à frente da Secretaria, nós pensamos em um projeto que é referência para o país todo e estamos colocando em prática. Até dezembro, acredito que 35 hospitais sejam inaugurados e, no máximo em fevereiro ou março, a nossa meta inicial será alcançada.
O senhor é tido como um homem de grande influência no Palácio dos Leões. Na sua opinião, qual o perfi l ideal que irá compor o governo Roseana Sarney no próximo mandato: mais político ou técnico?
RM Será tanto técnico quanto político.
Pelo que eu estou avaliando do posicionamento da governadora, a maior obstinação é pela efi ciência. A pessoa que passar a dirigir uma secretaria terá de cumprir
metas, sejam elas macro ou micro. Cada pasta tem um objetivo e o importante é cumprir o que for determinado para cada uma. O perfi l tem que ser esse. Saber lidar com as situações e cumprir os objetivos, para que a gente não perca as grandes oportunidades que o Maranhão possui hoje.
O seu nome também é citado como próximo provável presidente da Assembleia Legislativa. Como o senhor encara a ideia de ser considerado o virtual presidente do Poder Legislativo?
RM Bom, o que eu queria mesmo era continuar na Secretaria de Saúde e terminar o que começamos lá, mas a governadora me chamou e questionou por que eu não assumia o cargo de deputado e disputava a residência, já que há um apoio forte ao meu nome.
Outros deputados procuraram a governadora e disseram que só entrariam na disputa caso eu não entrasse. Então, o que me parece é que há quase um consenso tanto da base aliada quanto dos deputados de oposição em torno do meu nome.








Os parlamentares que integram a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa farão uma visita a Timon para averiguar as condições da saúde pública do município. O anúncio foi feito na sessão desta terça-feira (7), pelo deputado Chico Leitoa (PDT). Deverão integrar a comitiva, além de Leitoa, os deputados Nonato Aragão (PSL), Carlos Amorim (PDT) e a deputada Cleide Coutinho (PSB).![Lixo Timon [2]](http://www.jornalpequeno.com.br/blog/johncutrim/wp-content/uploads/2010/12/Lixo-Timon-2.jpg)


