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quarta-feira, 2 de março de 2011

Cardiologistas falam de prevenção e consequências da hipertensão

Do G1, em São Paulo

Doença que atinge um em três brasileiros foi tema do Bem Estar desta 3ª (1º).
Roberto Kalil e Celso Amodeo citaram fatores de risco, como excesso de sal.



A pressão alta, problema que atinge um em cada três brasileiros, foi o principal tema do Bem Estar desta terça-feira (1º). Para explicar os fatores de risco, as consequências e as formas de evitar a hipertensão, estiveram no estúdio o cardiologista e consultor Roberto Kalil, do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Coração (Incor), e o cardiologista, nefrologista e especialista em pressão arterial Celso Amodeo, do Hospital do Coração (HCor).
A apresentadora Mariana Ferrão fez uma demonstração com uma garrafa plástica e um balão para representar o coração e a artéria, respectivamente.  Quando se aperta a garrafa é apertada, obtém-se a pressão máxima. Quando o recipiente volta ao normal, mede-se o menor valor.
Kalil falou que a automedição de pressão é um problema, principalmente se a pessoa usar aparelhos que podem estar descalibrados e fizer isso aleatoriamente. Segundo o cardiologista, o hábito pode se tornar uma paranoia, além de induzir muitos a abandonar a medicação e os demais cuidados com a saúde.
Um dos maiores vilões da hipertensão é o sódio, mineral presente em alimentos industrializados e também no sal de cozinha. Há quem coloque sal em tudo: na salada, nos pratos quentes e nos já salgados. Em média, a população ingere três vezes mais sal por dia que o recomendado pelo Ministério da Saúde: 15g, em vez de 5g.
Se não tratada, a pressão alta pode levar a um derrame cerebral (ou AVC), infarto ou lesões no organismo, como obstruções cerebrais e arteriais, problemas nos olhos, crescimento do coração e mau funcionamento dos rins. Também pode motivar problemas de circulação nas pernas e nos genitais.
Para fazer a medição, segundo o nefrologista e especialista em pressão Décio Mion, é preciso que o paciente esteja sentado, relaxado e sem cruzar as pernas. O braço deve ficar na altura do coração. Alguns fatores podem alterar o resultado, como apresentar uma dor crônica, ter fumado ou tomado café minutos antes, ou estar com a bexiga cheia. Uma situação difícil na vida de uma pessoa também pode acusar uma falsa hipertensão.
Mion esclareceu que o número maior da pressão é quando o coração se contrai; e o menor é quando ele relaxa. A recomendação do médico é que o paciente perca peso, faça exercícios e coma menos sal. Ele também explicou que pessoas da raça negra costumam sofrer mais de hipertensão, assim como idosos e obesos. As mulheres apresentam mais o problema depois da menopausa, pois os hormônios femininos as protegem.
Os aparelhos que tiram a pressão pelo pulso não são muito confiáveis, de acordo com Mion. O melhor é fazer a verificação pelo braço, o que pode ser realizado por um farmacêutico – mas só o médico pode fazer uma avaliação completa.

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