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sábado, 2 de abril de 2011

Professores em greve realizam grande manifestação em frente ao Palácio e encenam ‘Rosengana Educação”

Mais um grande ato público, realizado nesta quinta-feira (31), que reuniu cerca de cinco mil trabalhadores de educação da rede estadual de ensino, marcou a greve da categoria que já dura mais de trinta dias e conta com a adesão maciça de educadores de todos os municípios do Maranhão.
Com a participação de profissionais da capital e do interior do estado, além de centenas de estudantes, a grande marcha pelo Estatuto do Educador iniciou na Praça da Igreja de São Francisco, atravessou a ponte José Sarney e encerrou em frente ao Palácio dos Leões, onde os trabalhadores, mais uma vez, denunciaram as atitudes que o governo vem tomando com relação à greve e a situação em que se encontra a educação em todo o estado.
“A governadora continua brincando de cão e gato e se escondendo atrás da mídia. Ela quer nos cansar, mas nós estamos aqui, incansáveis, firmes e fortes para dizer que continuamos na luta por nossos direitos”, exclamou bravamente a professora Inaura, de Rosário, que veio se juntar aos trabalhadores da capital para mais esse ato público pela aprovação imediata do Estatuto do Educador.
Participação de todas as regiões do estado
Participaram da marcha, caravanas de educadores dos municípios de Imperatriz, Bacabal, Chapadinha, Viana, Vargem Grande, Santa Inês, Barreirinhas, Pinheiro, São João Batista, Igarapé Grande, São Benedito, Presidente Vargas, São Bento, Pio XII, Arari, Codó, São Mateus, Rosário, Matinha, Axixá, Monção, Vitória do Mearim, Nina Rodrigues, Esperantinópolis, São Luiz Gonzaga, Anapurus, Pedreiras, Timbiras, Tuntum, Presidente Dutra, Itapecuru-Mirim, Balsas, Caxias, Timon, Zé Doca, Barra do Corda e ainda o município de Penalva, o único da Baixada Maranhense que ainda não havia aderido ao movimento, mas recentemente também decidiu fortalecer a luta dos educadores.
Durante o ato público, vários representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) se manifestaram denunciando a situação em que se encontram as escolas estaduais no interior. O professor Jerry, de São João Batista, por exemplo, denunciou que as escolas estaduais localizadas no município são constantemente arrombadas porque não tem vigias para proteger o patrimônio público.
Já na área de Santa Inês, a professora Zuila, que representa o Sindicato na região, denunciou que em Alto Alegre do Pindaré faltam cadeiras para os estudantes. Em Monção, as instalações elétricas precárias põem em risco a vida dos estudantes e que muitos alunos, ainda crianças, estudam à noite por falta de espaço nas salas de aula nos turnos da manhã e da tarde.
“Há muito tempo a educação nesse estado pede socorro. Essa é a greve da educação mais justa e mais digna da história do Maranhão. Um professor de nível 1 ganha R$ 880,00 e a governadora ainda divulga na mídia que ganhamos bem. Se estivéssemos bem não estaríamos aqui cobrando”, frisou a professora.
Os representantes das regionais de Bacabal, Viana e Presidente Dutra informaram que todos os municípios que fazem partes dessas regiões aderiram ao movimento e que só retornarão às suas atividades depois que a governadora retornar o diálogo.
O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, enfatizou que a categoria está com disposição para dar continuidade ao movimento se não houver negociação: “Não estamos aqui com medo, pois temos clareza dos nossos objetivos. Estamos aqui para exigir direitos que nos são negados ao longo da história, como as nossas progressões, titulações e promoções. Mas é a educação da opressão que o governo nos garante”, protestou Pinheiro.
Apoios dos estudantes
Os estudantes também deram uma grande contribuição ao ato público realizado nesta quinta-feira. Representantes da UBES, UNE e MEI foram unânimes em dizer que desejam o mesmo que os professores: educação de qualidade. Além de somar forças com os educadores na passeata, eles fizeram uma encenação, simulando a entrega do Estatuto do Educador aprovado, aos professores, por uma personagem à qual deram o nome de “Rosengana Educação”.
Além dos estudantes, o movimento dos educadores do Maranhão conta com o apoio de várias entidades sindicais como a Conlutas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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