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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ricardo Murad desiste de contrato denunciado pela oposição


jornal pequeno
O secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, determinou ontem a rescisão do contrato da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com a empresa Iosa Indústria de Óleo e Sabão S/A, para o aluguel de imóvel onde estão armazenados equipamentos médicos e hospitalares destinados às UPAs e hospitais em construção no estado.
O imóvel também serve de garagem para todos os carros que compõem a frota da SES. Em seu despacho, o secretário ressalta que o processo de contratação do imóvel se deu na gestão anterior por necessidade de locação do prédio. E embora não exista nenhuma irregularidade ou ilegalidade no contrato, decidiu rescindi-lo.
Secretário contrata empresa de irmão, denuncia líder da Oposição
POR JORGE VIEIRA
O líder da Oposição, deputado Marcelo Tavares (PSB), em inflamado discurso, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, denunciou o contrato 69/2011, no valor de R$ 24.172,87, firmado entre a Secretaria de Saúde do Estado e a empresa Iosa – Indústria de Óleo e Sabão S.A – de propriedade de Emílio Jorge Murad, irmão do secretário Ricardo Murad, publicado no Diário Oficial do dia 30 de março passado.
O contrato, com prazo de um ano de validade, teria por finalidade o aluguel de um imóvel onde funcionou a antiga fábrica Ivesa, no Caratatiua, para receber, armazenar, abrigar equipamentos médicos e hospitalares, e servir de garagem para os veículos que integram a frota da secretaria, afirmou Tavares.
Para evitar a execução do aluguel, que, segundo o oposicionista, renderia ao irmão de Ricardo Murad mais de R$ 290 mil por ano, Marcelo Tavares, com base na Constituição Federal, protocolou ontem na Casa um Projeto de Decreto Legislativo sustando o contrato celebrado entre a Secretária de Estado da Saúde e a empresa Iosa.
Segundo Tavares, o secretário de Saúde contratou com dispensa de licitação o aluguel de uma área por quase R$ 300 mil por ano do seu irmão Emílio Murad, "cunhado da governadora Roseana Sarney, irmão de Jorge Murad", o que seria ilegal. Por isso, apresentou, também, uma indicação a ser encaminhada à governadora sugerindo, “em nome da moralidade pública”, a suspensão do contrato.
Para o líder da oposição, o acordo firmado entre Ricardo e Emílio Murad visa apenas ao aluguel de um prédio para servir de garagem. “Infelizmente nós temos tido nos últimos meses uma governadora distante das questões do Estado, omissa e que não trata as coisas com a responsabilidade devida”, disse Marcelo Tavares.
Marcelo advertiu que se a governadora não tiver a iniciativa de cancelar o contrato, o plenário da Assembleia Legislativa terá a missão de votar o Projeto de Decreto Legislativo de sua autoria. “O plenário desta casa, então, terá que resgatar o princípio da moralidade administrativa. A governadora disse que iria ser intransigente com a imoralidade e com a corrupção; agora, ela tem a oportunidade de provar o que afirmou determinando a suspensão do contrato”, enfatizou.
Em defesa de Murad - Diante do pronunciamento do oposicionista, o líder do bloco governista, deputado Manoel Ribeiro (PTB), defendeu Ricardo Murad e disse não ver nada de anormal o secretário contratar a empresa do irmão para prestar serviço ao Estado. “Se nós formos ver o preço de mercado, vamos constatar que está dentro dos parâmetros. Eu estive há cerca de quinze dias procurando um imóvel para alugar, fazer uma garagem e não consegui o imóvel aqui no centro da cidade; fui conseguir um terreno no Anil, que não dá um hectare”, afirmou Ribeiro.
Já o deputado Magno Bacelar (PV) disse também que não viu nada de irregular na contratação da empresa do irmão do secretário de Saúde, e se mostrou ofendido com as críticas do companheiro de plenário à governadora.
“Quero dizer que me senti ofendido porque quando V.exa chama o governo de imoral, e eu tenho a cara do governo, sou um dos líderes, então posso ser considerado um líder imoral. Por isso não vou votar na proposta de V.exa”, frisou Bacelar.

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