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terça-feira, 6 de setembro de 2011

SAÚDE:Infecção urinária afeta mais a mulher por causa da anatomia feminina


Urologista Marcelo Vieira e ginecologista José Bento foram convidados.
Médicos mostraram o sistema urinário e deram dicas para evitar problemas.


Do G1, em São Paulo
Infecção urinária é tão comum, principalmente entre as mulheres, que apenas 10% das pessoas que responderam à nossa enquete no site disseram desconhecer a dor e a ardência típicas desse problema.
Dependendo do local em que a infecção se instala, é chamada de vulvovaginite (abertura da vagina), cistite (uretra e bexiga) ou pielonefrite (rins). E, na hora do aperto, muita gente ignora o sinal do cérebro de que a bexiga está cheia e deixa para fazer xixi depois. O problema é que, ao não urinar, a uretra pode ficar mais suja, com bactérias, e facilitar uma complicação.
Quem esclareceu melhor o assunto nesta terça-feira (6) foi o urologista Marcelo Vieira, ao lado do ginecologista e consultor José Bento. Os médicos também ensinaram cinco dicas para evitar doenças no aparelho urinário.
Infecção urinária (Foto: Arte/G1)
Beber água é fundamental para prevenir inflamações e infecções. A hidratação ajuda a manter o aparelho ativo, com fluxo de urina normal e saudável. A água também é necessária para uma série de processos metabólicos e biológicos do organismo.
Outra dica importantíssima destacada pelo Bem Estar é que as pessoas devem prestar atenção na cor da urina, que precisa ser clara. Uma coloração mais amarelada pode ser falta de hidratação. Se houver sangue no xixi, sinal de alerta: há 80% de chances de você precisar de tratamento. O sangue pode indicar infecções, doenças hereditárias (como rins policísticos), pedras nos rins, doenças de próstata, traumas e até tumores.
Portanto, sempre que você ou alguém da sua família detectar sangue na urina, é preciso procurar um médico e fazer os exames indicados. Esse xixi pode aparecer com coloração avermelhada ou até marrom, quase preta.
A dica seguinte é sempre urinar depois do sexo. Isso porque o atrito e as bactérias envolvidas na relação podem contaminar a região pélvica da mulher. Ao fazer xixi, o aparelho urinário é exercitado e elimina grande parte das bactérias que podem ter entrado na uretra e ir em direção à bexiga. A própria vagina já concentra micro-organismos que podem causar infecção.
A higiene íntima também é imprescindível, principalmente para as mulheres, que têm a vagina e o ânus em locais muito próximos. Uma boa dica é limpar, sempre que possível, o xixi com papel higiênico e o cocô com chuveirinho. Sabonetes íntimos também são úteis, mas devem ser usados na medida certa, porque a vagina tem uma flora bacteriana importantíssima para manter o pH da região e proteger a mulher.
De qualquer forma, a limpeza precisa ser eficiente, para que as bactérias da vagina e do ânus não entrem no canal da uretra. A bactéria mais comum entre as responsáveis pela infecção é aEscherichia coli, que vive no intestino e pode passar para o trato urinário. Para evitar o contato desse aparelho com as fezes, devem-se limpá-las sempre de baixo para cima. Um lenço umedecido também pode ser um bom aliado na limpeza íntima feminina.
Sistema urinário
É composto pelos rins, ureter (canal que leva a urina dos rins até a bexiga), bexiga e uretra (canal que leva a urina da bexiga para fora do corpo).
A bexiga precisa ter um mínimo de líquido armazenado, para que a pessoa consiga fazer xixi. Se for muito pouco, ela não funciona e fica esperando encher. Na hora do aperto, a bexiga manda um sinal para o sistema límbico, no cérebro, que manda o corpo resolver o problema com urgência.
O ideal é não deixar a bexiga chegar ao volume máximo, porque ela pode pressionar os músculos em volta e provocar uma sensação de incômodo e desconforto. Por isso, beba sempre muita água e faça xixi como frequência.
Incontinência
É outro fator que pode levar a infecções de repetição. Com a idade, o assoalho pélvico perde a sustentação e a força, facilitando a ação das bactérias.
Diagnóstico
Existem dois exames essenciais para descobrir qual é a origem do seu problema urinário. O primeiro é um teste de urina tipo 1, que fica pronto no mesmo dia e detecta o número de leucócitos (células de defesa) no xixi. Se houver demais, é sinal de que alguma bactéria entrou no sistema urinário e está causando infecção.
O segundo exame é a urocultura. Nela, as bactérias da urina são cultivadas durante cinco dias para descobrir quem são elas e, consequentemente, qual é o antibiótico mais eficaz para eliminá-las.

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