No Maranhão mais de 20 mil famílias (20.211 mil) estão com o benefício do Bolsa Família bloqueado. De acordo com o balanço do Ministério do Desenvolvimento Soial e Combate à Fome (MDS), das 902.933 que são beneficiadas pelo programa federal. Até 31 de outubro, essas famílias devem procurar a gestão local do programa e identificar a instituição de ensino dos filhos na faixa etária dos 6 aos 17 anos.
Não é só o estado do Maranhão que enfrenta este problema em grande escala. Unidades federativas bem desenvolvidas como Rio de Janeiro e Minas Gerais também passam pela problemática. Todos os estados têm famílias com o benefício bloqueado. A Bahia é o estado que se encontra com maior dificuldade, com mais de 54 mil famílias fora do programa.
Em todo o Brasil
O desafio é chegar às 306,9 mil famílias que ainda estão com os benefícios bloqueados e evitar o cancelamento. Esse total representa 2% dos 12,8 milhões de famílias atendidas (veja informações por estado abaixo). Entre março e agosto deste ano, 208,8 mil regularizaram a situação educacional dos filhos e voltaram a receber o benefício. A família que permanecer sem a identificação da unidade de ensino no Cadastro Único ou com a informação desatualizada terá o Bolsa Família cancelado em novembro.
Desde abril, os beneficiários envolvidos neste processo estão recebendo mensagens nos extratos de pagamento, além de uma carta enviada pelo MDS, com orientação para correção dos dados.
O secretário nacional de Renda de Cidadania, Tiago Falcão, informa que, apesar do aumento do acompanhamento das contrapartidas de educação feito pelas escolas desde o lançamento do programa, em 2003, o monitoramento da área ainda é um grande desafio. “Não se trata de um processo trivial. Enfrentamos dificuldades, como a de acesso a algumas localidades. São cerca de 17 milhões de estudantes acompanhados atualmente. É uma proporção difícil de ser monitorada em sua totalidade”, afirma o secretário.
O diretor do Departamento de Condicionalidades, Daniel Ximenes, esclarece que, atualmente, cerca de 10% das crianças atendidas pelo programa estão na situação de não localizadas. De acordo com o diretor, na maior parte dos casos, o problema se deve a erros de inserção no Cadastro Único.
“Quanto mais o Governo Federal for atrás das crianças em situação não localizada, mais condições teremos de saber se elas estão mesmo fora da
escola, porque uma das metas do programa é justamente romper com o ciclo histórico de exclusão educacional no País”, explica Daniel.
A coordenadora geral de Serviços Socioassistenciais da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), Socorro Tabosa, reforçou a importância da busca ativa, um dos eixos do Plano Brasil Sem Miséria para identificar os casos citados. “A busca ativa é o momento em que o Governo Federal une forças para localizar não apenas os que ainda estão fora dos programas sociais, mas aqueles que estão inseridos, só que não exercem plenamente todos os benefícios, por algum erro ou incoerência na informação”, conclui.
O Imparcial


Presidente Júlio Pinheiro pede mobilização da categoria para cobrar o piso

“O julgamento do piso, no dia 6 de abril, foi uma vitória jurídica e política importante para a educação brasileira. E o acórdão do julgamento publicado agora, para a nossa realidade, que travamos uma luta de 78 dias de greve – uma das mais difíceis da história, onde o governo se comportou com mão de ferro em relação aos trabalhadores - representa o resultado do esforço de combatividade do Sindicato e de sua categoria”, avalia o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro.





