Blog do Décio Sá
Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (27), a ex-primeira-dama Clay Lago e membros “históricos” do PDT anunciaram a criação do Comitê de Resitência Democrática, espécie de diretório paralelo, para acompanhar o trabalho da Comissão Executiva Provisória Estadual, presidida pelo ex-deputado Julião Amim, cujo comando foi imposto pela Direção Nacional da legenda.
Clay Lago (2ª à dir.) e mebros do Comitê de Resistência durante coletiva de imprensa
Ao lado do cunhado Wagner Lago, do prefeito Hilton Gonçalo (Santa Rita), do ex-depuado Chico Leitoa e de Maria Lúcia Telles, Clay tornou pública uma notificação extrajudicial proibindo Julião e outros membros do partido, a não ser que autorizados, a “fazer qualquer divulgação de escritos, transmissão da palavra ou utilização da imagem do saudoso e estimado Jackson Lago, sobretudo para associá-la a postura partidária que não condiz com os ideiais que lhe inspiraram e pelos quais devotou todo sua honrosa vida” (veja documento abaixo).
A ex-primeira explicou que estão fora dessa proibição atos públicos praticados pelo ex-governador. A probição atinge principalmente “coisas do partido”. “Quem eu quiser que publique, publica. Quem eu não quiser, não publica”, avisou Clay.
Ela criticou a direção nacional e principalmente o presidente Carlos Lupi por ter “imposto” a comissão provisória, sem discussão com os pedetistas maranhenses.
Por conta disso, segundo ela, o comando de Julião Amim “não tem representatividade” alguma. “Essa comissão é uma minoria contra a maioria”, detonou, cobrando da instância a imediata marcação da data da convenção.
A ex-primeira-dama não descartou a possibilidade de deixar a legenda junto com outros “históricos”. “Nosso movimento é de resitência democrática. Cada coisa que acontecer a gente vai estudar e refletir.”
Clay Lago disse ver com “tristeza” pessoas que nasceram e sobriveram à sombra do marido hoje estarem “tomando de assalto” o PDT maranhense. “Acho isso uma tragédia, uma tristeza. Tenho até pena dessas pessoas”, assinalou.
Ela disse suspeitar que nos bastidores do partido algumas lideranças já vinham organizando um movimento de “traição” à liderança de Jackson ainda quando ele era vivo. “De uma forma ou de outra acho que tinha uma articulação antiga. Não podemos dizer 100%, mas depois de sua morte essa coisa se evidenciou.”
Durante a coletiva a militante Jô Santos leu uma carta onde pede seu desligamento da nova comissão provisória, seguindo o que o ex-presidente Igor Lago fez semana passada.
Curiosamente Chico Leito e Hilton, também membros da comissão e agora do Comitê de Resistência Democrática, não tomaram a mesma iniciativa. Eles disseram não ser um contrassenso participar das duas instâncias. “Não adianta agir isoladamente. Temos de agir conjuntamente. A convenção vai resolver todos esses problemas”, justificou o ex-prefeito de Timon.
O novo comando do PDT do Maranhão, que tomará posse no final da tarde na sede da legenda no Centro de São Luís, ficou assim definido: Julião Amim (presidente), Jean Carlo (vice-presidente), Weverton Rocha (secretário-geral), Renato Dionísio (tesoureiro), Carlinhos Amorim (líder da bancada), Igor Lago, Deoclides Macedo, Chico Leitoa, Jô Santos, Raimundo Penha e Hilton Gonçalo (membros).
Como já informado, Igor e Jô Santos pediram seu desligamento. Os “históricos” pressionam o Leitoa, Hilton Gonçalo e Carlinhos Amorim a fazer o mesmo. Leia a íntegra na noficação extrajudicial encaminhada a Julião:
Nota: Post atualizado às 12h10.