O deputado Luciano Leitoa (PSB) apresentou Projeto de Resolução Legislativa para a Criação da Frente Parlamentar pela Reestruturação da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
O parlamentar, que teve como uma de suas propostas durante a campanha, a luta pela instalação de uma sede própria da UEMA em Timon, afirmou que para haver melhoria significativa na universidade será necessário um amplo esforço de todos os deputados e da sociedade civil.
Luciano Leitoa enfatizou que se o Maranhão realmente receber 100 bilhões de dólares em investimentos e necessitar de 200 mil empregos como está sendo divulgado pelo Governo, a UEMA não pode ser descartada como formadora da mão de obra, pela contribuição que a Universidade como maior instituição de ensino superior pública do Estado presta há décadas a Educação do Maranhão.
O parlamentar do PSB disse que visitará o Reitor da Universidade, José Augusto Silva Oliveira, para expressar os motivos que lhe fizeram apresentar o projeto. Na oportunidade, pretende conversar sobre a realidade atual e sobre o que pode ser feito para que a Universidade tenha a grandeza que merece.
Luciano afirmou que “a grande missão é envolver a comunidade acadêmica e toda sociedade maranhense,” que poderá discutir e planejar a Universidade de modo a reestruturá-la, sobretudo propondo melhorias que levem a qualidade no ensino.
“Queremos fazer um longo debate, que servirá para inaugurar uma nova etapa da educação superior do nosso Estado”, disse o deputado
Os deputados de oposição Marcelo Tavares (PSB) e Bira do Pindaré (PT) deixaram os parlamentares da base do governo constrangidos, durante o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada e do Litoral Norte Maranhense nesta segunda-feira (16), ao questionaram se o projeto de revitalização da Baixada proposto pelo governo Roseana Sarney – “Projeto Diques da Baixada” – não seria idêntico ao de Perenização das Águas Doces da Baixada Ocidental Maranhense (Águas Perenes) implementado na gestão do ex-governador Jackson Lago.
O líder de oposição na Assembleia disse que o então governador, antes de ser deposto do governo, havia disponibilizado R$ 47 milhões para construção da obra, recursos estes alocados no consórcio Conlagos, que reunia 21 municípios da região. “Gostaria de saber se este projeto não é igual ao iniciado pelo ex-governador Jackson”, provocou Marcelo, ao arrematar diante do silêncio da bancada do governo. “Não se sabe então por que o atual governo não deu continuou. Na verdade faltou vontade política”, criticou.
Uma das barragens a ser construída e considerada uma das mais importantes no Projeto Diques da Baixada do governo Roseana, que trata da contenção de água salgada para os campos em 50 km de diques (2m de altura), é sobre o Rio Maracu, em Cajari. Ela impedirá a salinização crescente do Lago de Viana durante a estação seca que se estende de agosto a dezembro, e ao mesmo tempo aumentar a disponibilidade hídrica para os municípios de Viana, Cajari e Penalva.
Já o ‘Águas Perenes’ elaborado na gestão do ex-governador Jackson Lago previa a construção de um dique de contenção das águas num percurso de 70 km (estrada Vitória/Viana com 21 vertedouros até Bacurituba) que faria a contenção da água salgada para os campos, permitindo a retenção de água doce e evitando grandes enchentes.
“Tal qual foi feito no ‘Águas Perenes’ no governo Jackson onde o projeto foi amplamente discutido com a sociedade civil através de fóruns e audiências públicas, não podemos fazer uma barragem em Cajari sem ouvir a população. Sendo assim, não apoiarei nenhum movimento que faça com que este grupo parlamentar sirva somente aos interesses políticos do governo do Estado”, disparou.
O deputado Bira do Pindaré (PT) também endossou as declarações do colega. Afirmou em seu pronunciamento que os primeiros passos para a implantação do Projeto de Revitalização da Baixada foram dados na gestão do governador Jackson Lago . “Que fosse esclarecido se é o mesmo projeto ou outro. É com independência que os deputados integrantes devem se comportar. O interesse maior é trabalhar pelos moradores da região da Baixada”, disse.
A construção da barragem no Rio Maracu, em Cajari, impedirá a salinização do Lago de Viana durante a estação seca. O prazo é de, no máximo, quatro meses. A obra viabilizará, também, projetos de pecuária, agricultura irrigada e piscicultura e evitará o problema das enchentes, que deixam milhares de moradores desabrigados todos os anos.
A coluna ‘Estado Maior’ do jornal O Estado do Maranhão deste domingo informa que o Palácio dos Leões “resolveu arrefecer os ânimos para por fim ao movimento do sindicato dos Professores”. De acordo com o matutino, foi destacado o vice-governador Washington Oliveira (PT) para tratar diretamente com a categoria os últimos detalhes para o acordo. Há cerca de um mês a mesma informação foi divulgada dando conta de que Washington teria assumido o comando das negociações com os professores grevistas. De lá para cá a paralisação continuou e as conversas não prosperaram, o que mostra o poder de ‘diálogo’ e ‘articulação’ do Vice.
Greve continua
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) recebeu, na sexta-feira, ofício da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com uma nova redação para a proposta que foi apresentada à categoria na semana passada. O documento foi submetido à avaliação da assembleia geral dos educadores na manhã deste domingo (15), no Convento das Mercês. Depois de muita discussão, os professores em votação decidiram por continuar com a greve, que completa nesta segunda-feira 77 dias.
Mobilização
Foi grande a mobilização para a assembleia. Caravanas de vários municípios estiveram presentes e demonstraram toda a indignação da categoria com o descaso do governo do Maranhão com a educação. Após a abertura realizada pelo presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, a palavra foi passada ao deputado estadual Bira do Pindaré (PT), que afirmou: “recebi um telefonema do deputado estadual Roberto Costa (PMDB) que, me disse: a greve tem que acabar. A governadora não aguenta mais a greve”. Tal afirmação provocou a reação dos professores que imediatamente ecoaram o grito de “greve, greve, greve” decidindo pela continuação da paralisação.
Carta aberta dos estudantes Pinheirenses
Nós, estudantes da rede pública estadual de Pinheiro- MA, encaminhamos ao senhor Gestor da Unidade Regional de Educação, para que este faça os encaminhamentos devidos a quem é de direito para atender a pauta de nossa reivindicação diante da atual situação da educação em nossa cidade.
1. Que a situação dos professores seja imediatamente resolvida, pois, os critérios que norteiam a decisão da governadora em não sancionar o estatuto do servidor não podem interferir na continuidade das nossas aulas;
2. A regularização do calendário escolar;
3. Queremos deixar claro que somos contra as aulas dia de sábado;
4. A reestruturação das escolas, bem como: pinturas e, reformas nos prédios, e instalação de ventiladores nas salas de aula;
5. A reativação dos laboratórios de informática e de biologia/química e física de todas as escolas;
6. A reorganização das bibliotecas de todas as escolas;
7. Indicar a nova diretoria da escola José de Anchieta;
8. Melhoria ou troca das carteiras escolares
9. Melhorar o atendimento dentro das escolas;
10. Contratar servidores, bem como: merendeiras, almoxarifado, limpeza, segurança e porteiros;
11. Estamos à mercê de uma precarização do trabalho em educação através de várias formas, os professores que não ministram aulas em suas respectivas áreas de formação, fato comum nas escolas o que prejudica a qualidade de ensino.
12. Higienização das cozinhas das escolas e melhoria do cardápio;
13. Reforma e reativação das quadras de esporte;
14. Demonstrar nossa total indignação baseada nos resultados divulgados pelo INEP em 2010, onde demonstrou que, das 20 piores escolas do Brasil, segundo as notas do ENEM, cindo estão no Maranhão. Estando o estado com o maior número de escolas entre as piores do país.
15. Expor ainda nossa revolta com as recentes palavras do secretario chefe da casa civil, Luis Fernando que disse “a greve é boa para o governo por que economiza dinheiro”, refletindo aqui a maneira como o executivo estadual está tratando esta situação caótica que se encontra nossa educação.
16. Ressalva-se o nosso sincero e total apoio à luta dos servidores da educação ao que se refere às reivindicações pelo ensino de qualidade.
Para concluir, convidamos os estudantes, pais e a sociedade Maranhense em especial a Baixada de modo geral para uma ampla jornada em defesa da educação e de apoio aos educadores como forma de pressionar o governo na solução urgente dos problemas da educação e na imediata aprovação do estatuto do educador
15/05/2011
ROSEANA MANDA BATER NOS PROFESSORES E SEUS FAMILIARES
Com Felipe Klamt
Estou na estrada, acabo de receber uma mensagem dos professores em greve acampados na frente do Palácio dos Leões reivindicando os seus direitos.
A governadora Roseana Sarney mandou a sua policia com o batalhão de choque e a cavalaria para intimidar, atacar e derrubar o acampamento democrático dos professores com bombas e balas de borracha.
Pelas informações no acampamento estão presente os professores e seus familiares com muitas crianças e idosos. O acampamento foi montado no meio da rua depois da sua retirada pela força policial da frente do Palácio.
Caso a Roseana autorize o ataque vai ser mais uma mancha deste governo retrógado e formado por usurpadores do povo.
Em Assembléia Geral realizada na manhã deste domingo (15) no Convento das Mercês, os professores da rede estadual de ensino, em greve há 76 dias, decidiram por maioria manter a paralisação.
Ao retornarem para o acampamento montado em frente ao Palácio dos Leões (residência oficial da governadora Roseana Sarney), os educadores tiverem uma surpresa: foram recebidos pela tropa de Choque da Policia Militar, formada por 12 viaturas, a cavalaria e mais de 30 policiais, que neste momento querem remover as barracas armadas e expulsar os professores do local.
O clima em frente ao Palácio agora é bastante tenso. A PM já se arma com bombas de gás e armas de bala de borracha para um eventual confronto. Há crianças e mulheres no acampamento. Alguém precisa urgentemente tomar uma providência. A qualquer momento pode haver um conflito de maiores proporções.
O líder do governo na Assembleia, deputado Manoel Ribeiro (PTB) acabou, num momento de lucidez, dando um tiro no próprio pé ao creditar aos governos anteriores à gestão de Roseana Sarney Murad (PMDB) o mau desempenho maranhense em vários setores, dentre eles educação e desenvolvimento.
Manoel Ribeiro ao fazer a afirmação acabou esquecendo que a própria Roseana, aos 57 anos, está no seu quarto mandato como governadora. Além de Roseana, também ocuparam o cargo de governadores os hoje senadores José Sarney, João Alberto, Edison Lobão e Epitácio Cafeteira.
Todos eles do grupo político ao qual Ribeiro faz parte, que há mais de quatro décadas comanda o Estado.
As afirmações do líder da bancada governista foram uma resposta às críticas apresentadas pelo também deputado Marcelo Tavares (PSB), momentos antes, na Tribuna.
Tavares comentou os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, que mostrou o Maranhão como o Estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês) – o que representa 25,7% dos do total de habitantes.
Segundo Manoel Ribeiro, os números apresentados por Marcelo Tavares, baseado nos dados do IBGE, não condizem com a realidade do Estado. “A realidade é que quem propiciou isso não foi a governadora Roseana, foram os governos anteriores”, contestou.
E os três governos anteriores de Roseana, não contam Manoel?